sexta-feira, 6 de abril de 2012

Da pesada: Beagles compensam as travessuras com muito carisma

Para quem pretende comprar um cãozinho e ainda não decidiu a raça, vale conhecer essa bonita e divertida história.
 
Era Dia de Finados, em plena segunda-feira. Nada de descanso para o engenheiro Breno Neil, que mora no Rio de Janeiro. Depois de uma tarde de passeio, o que ele encontrou ao chegar em casa foi uma sala inteira de cabeça para baixo. DVD´s destruídos, papéis, tapetes e muitas roupas rasgadas. Tudo pelo avesso. Não eram ladrões ou vizinhos vingativos. Mas acreditem. É que os seus cinco beagles, entediados com o feriadão, resolveram fazer a festa.
 
Sabe o Snoopy? Aquele cachorrinho dócil da história em quadrinhos "Peanuts", muito amigo do Charlie Brown, e que encanta crianças e adultos há mais de 60 anos? Pois é... Ele é da mesma raça desse quinteto mais do que arrasador. Um tipo de cão de porte médio e originário da Inglaterra, muito ativo e extremamente brincalhão. Aliás, bem brincalhão. Ágil e cheia de energia, essa raça charmosa e graciosa é ideal para casas com crianças, porque o bichinho não se cansa de brincar. Não se cansa? Ops! É justamente aí que mora o perigo. E bota perigo! 

Esses cãezinhos dóceis querem ser percebidos o tempo todo, são curiosos, gulosos, inteligentes e rápidos. Uma mistura realmente perigosa para quem vive num apartamento cheio de objetos frágeis à vista. "Eu tinha apenas um beagle, depois resolvi comprar uma fêmea para fazer companhia a ele. Em poucos meses, a família aumentou e quando vi já tinha cinco ´ferinhas´ em casa", explica Breno, não menos apaixonado pelos cães. É que eles são fofinhos mesmo, capazes de nos convencer a adiar qualquer bronca.

Os animais de estimação e as crianças

Uma pesquisa feita em Paris, na França, revelou que 76% dos entrevistados acreditam que a presença de um animal doméstico favorece a comunicação entre os membros de uma família. Um grupo de 60 crianças foi observado e concluiu-se que 63% delas possuíam animais de companhia como: cão, gato, pássaro, peixe ou tartaruga. Os resultados da pesquisa confirmam a importância desses animais no desenvolvimento da afetividade de crianças e adolescentes. O fato do animal estar permanentemente disponível para o convívio com os seus jovens donos aparece na pesquisa como um fator-chave para o relacionamento entre os familiares e também torna os animais domésticos, uma presença de grande importância nos lares.
 
As crianças que se criam junto com animais de estimação apresentam muitos benefícios. O despertar de sentimentos positivos para o animal pode contribuir para a auto-estima e autoconfiança da criança. Um bom relacionamento com os animais pode também ajudar no desenvolvimento na comunicação não verbal, a compaixão e empatia.
 
Ter um animal também requer cuidados e estes cuidados, orientados por um adulto, estimulam a autonomia e a responsabilidade. Cuidar da limpeza do animal e do seu habitat, cuidar da sua alimentação, dividir o seu pão e oferecer-lhe  um pedaço da sua bolacha, medicá-lo quando necessário, também favorece o desenvolvimento do vínculo afetivo e a lidar com os mais diversos sentimentos, da frustração à alegria e até à morte. É neste aspecto da vida e da morte que o animal de estimação tem um papel muito importante, pois a criança aprende a lidar com a perda e com a dor.

Enfim, são inúmeros os benefícios de ter um animal de estimação em casa. Veja um resumo deles abaixo: 

- A criança que convive com animais, é mais afetiva, repartindo as suas coisas, é generosa e solidária, demonstra maior compreensão dos acontecimentos, é crítica e observadora, sensibiliza-se mais com as pessoas e as situações.
- Apresenta autonomia, responsabilidade, preocupação com a natureza, com os problemas sociais e desenvolve uma boa auto-estima.
- Relaciona-se facilmente com os amigos, tornando-se mais sociável, cordial e justa. Sabe o valor do respeito.
- Desenvolve a sua personalidade de maneira equilibrada e saudável, tendo mais facilidade para lidar com a frustração e liberta-se do egocentrismo.

Escolha do animal de estimação

Enquanto qualquer animal de estimação pode proporcionar prazer às crianças, é importante que se escolha o animal adequado para sua família, sua casa e estilo de vida, e um que a criança possa ajudar a cuidar.  Os pais devem ser cuidados e não escolher animais agressivos como animais de estimação. Lembre-se que mesmo os animais domesticados e treinados podem ser agressivos. Os animais exóticos e pouco comuns podem ser difíceis de cuidar e deve-ser ter muito cuidado ao considerá-los.

No caso do cachorro, por exemplo, crianças de 3 e 4 anos podem tê-los, uma vez que já adquiriram certa autonomia. Nesta idade, os pequenos possuem habilidades motoras, são capazes de se defender e entender algumas regrinhas do que é ou não permitido fazer. Eles sabem, por exemplo, que não podem subir no cachorro ou puxar suas orelhas.

As crianças menores de 3 anos, não  tem a maturidade para controlar seus impulsos de agressividade e irritabilidade, devem ser observadas quando estão com seu animalzinho.

Para ter um pássaro não há restrição de idade e os pequenos podem ajudar nos cuidados com a limpeza e a alimentação. Os gatos são indicados a partir dos 3 anos. Eles são bichos limpos, carinhosos e proporcionam tranqüilidade. Os peixes também são próprios para crianças com idade a partir dos 3 anos e os roedores são recomendados para a faixa dos 4 anos. Estes últimos são dóceis, tranqüilos e exigem uma manutenção barata.

Cuidados com os animais

Deve-se explicar à criança que o animal muitas vezes não sabe o que está fazendo e orientar a criança de forma a aprender a lidar com ele com respeito e dedicação e não irritar-se quando o animal não obedece.

Conforme a idade da criança, é importante que os pais atribuam a elas algumas responsabilidades quanto ao cuidado do animal, como dar comida, remédio ou pentear o pêlo.

Os pais são modelos por excelência. As crianças aprendem a ser os donos responsáveis de seu animal de estimação observando o comportamento dos pais.

 Fonte: Animal Guia Web