domingo, 20 de novembro de 2011

Cães e gatos podem ser o presente perfeito para idosos

Quando for escolher um presente para um parente idoso, considere a ideia de um pequeno bicho de estimação, como um cão de pequeno porte ou um gato. Um “pet” pode proporcionar companhia, uma fonte inesgotável de assuntos para conversar com a vizinhança e mesmo melhorar a saúde mental do idoso, diz Alexander Fiuza, geriatra da Matrix H.C., nos EUA.

“Um gato ou um cachorro podem ser um presente perfeito para uma pessoa idosa”, diz Fiuza. “Um bicho de estimação pode oferecer amor incondicional e algum tipo de conexão emocional, o que é muito importante para alguém que vive sozinho ou sente falta de companhia.”

Cuidar de um bicho de estimação também pode mudar alguns hábitos no estilo de vida desses idosos, proporcionando uma atividade diária, como levar um cachorro para passear ou brincar de esconde-esconde com um gato. “Afagar um gato ou brincar com um cachorro relaxa as pessoas”, explica Fiuza. “Ao proporcionar um alívio, em algum grau, do estresse diário, os bichos de estimação contribuem para a melhora na qualidade de vida do idoso.”

Fiuza aponta ainda que estudos clínicos mostraram que ter um animal de estimação também promove uma melhora na saúde física do dono, como diminuição da pressão sanguínea e redução do colesterol, por conta do exercício promovido nas atribuições de cuidado..

“Por isso, no próximo Natal, um presente que promova companhia por vários anos para uma pessoa querida pode ser a melhor opção”, completa Fiuza.

Entretanto, é preciso saber que eles dão trabalho e gastos. De acordo com dados da Anfal Pet (Associação Nacional dos Fabricantes de Alimentos para Animais de Estimação), os gastos com um cãozinho, por exemplo, podem chegar a R$ 300,00 mensais.

Na conta, que pode variar dependendo do animal e do perfil do dono, estão inclusas despesas com banho, tosa, alimentação, medicamentos, veterinários e acessórios, conforme informa o diretor-executivo da Anfal Pet, José Edson Galvão de França.

"As despesas variam conforme o perfil do dono, tem pessoas que gastam muito com acessórios, como camas, roupas e enfeites. Já outras só gastam com o básico, como veterinário e alimentação, o que pode reduzir um pouco os gastos. Além disso, no caso de cães, ainda há o tamanho, a idade e o peso que fazem com que o animal coma mais ou menos, o que também pode influenciar nos gastos", explicou.

Quem opta por ter um gato, em vez de um cão, irá desembolsar um pouco menos, aproximadamente R$ 100,00 por mês, já que o felino não exige gastos com banho, tosa e o componente de acessórios é bem menor. O que pesa mais? No geral, na composição dos gastos com um animal de estimação, o item alimentação é o que pesa mais, 74%. Em seguida vêm as despesas com serviços, 13%; medicamentos, higiene e embelezamento, 8%; e acessórios 5%.

Fonte: UNIMED Vale do São Francisco

Quero um cachorro de presente! Qual é o melhor momento?

Quem nunca sonhou em ganhar um filhote de cachorro de presente? Sem dúvida este é o sonho de muitas crianças, e adultos também. No entanto vale lembrar que estamos falando de um ser vivo e não um brinquedo e por isso devemos planejar muito bem a chegada desse novo membro da família. Muitos pais sonham com a oportunidade de surpreender seus filhos com um filhote de cão ou gato, e isso é sem dúvida muito bom, como afirma a Dra. Letícia Fanucchi, veterinária dedicada ao estudo do comportamento animal e do elo homem-animal: “a criança que cresce na companhia de um animal de estimação desenvolve responsabilidade, amor ao próximo, solidariedade e é uma criança emocionalmente mais estável”. Mas para melhor aproveitar esse momento, é importante estar preparado e saber quando é o momento certo de incluir um animal na família. O ideal é esperar até que a criança alcance 4 a 6 anos de idade, que é a fase mental de desenvolvimento da empatia, nesta idade a criança consegue compreender que um animal deve ser tratado com cuidado, amor e carinho. Mesmo assim os pais precisam estar atentos, especialmente quando se trata de meninos com até 9 anos de idade, que são as vítimas mais comuns de mordidas de cães.

A escolha do cão ideal depende de vários fatores, um deles é a genética dos seus ancestrais. Uma boa genética requer um bom planejamento. Um animal com má genética pode apresentar um risco para sua criança. Geralmente animais com boa genética são encontrados em criadores que escolhem com muita cautela seus clientes, eles geralmente visitam suas casas e observam seus filhos lidarem com os filhotes, essa experiência é muito importante e deve ser exercitada não somente para tentar antecipar sérios problemas mas também para avaliar qual a raça de cão mais compatível com o estilo de vida da família assim como o espaço disponível e nível de atividade esperado. Sendo assim, esteja preparado para esperar pelo filhote ideal e sempre suspeite de criadores que possuem muitos filhotes pra venda. Criadores responsáveis se preocupam em acomodar seus animais em novas famílias ao invés de vendê-los como mercadorias.

Independente da raça e porte do filhote, é importante lembrar que eles, em geral, precisam dos mesmos cuidados e dedicação. A família precisa estar disposta a aprender como cuidar do animal, participar de aulas de instrução geral e visitar um veterinário regularmente para exames preventivos e para adquirir maior conhecimento sobre doenças e cuidados de saúde. Uma outra opção que pode prevenir problemas é adotar um cão adulto estável e que tenha convivido com crianças durante uma fase de sua vida. Não é muito difícil encontrar um cão adulto que precise de uma casa nova, eles geralmente são treinados e castrados. O fato de serem castrados reduz estatisticamente os riscos de causar problemas com crianças e o fato de serem treinados pode facilitar a vida de famílias mais jovens.

Incluir um animal na família é uma decisão muito importante. O animal certo na hora certa pode adicionar muito à vida de uma criança. Memórias felizes de um convívio com animais fazem muita diferença na vida de uma pessoa. A falta de planejamento e de informação podem, no entanto, tornar essa experiência desastrosa.

Fonte: Gazeta News

terça-feira, 15 de novembro de 2011

O Beagle

O Beagle é um cão de caça que tradicionalmente atua em matilha. O padrão oficial define que a função essencial da raça é a caça a lebre, seguindo o seu rastro. Os Beagles trabalham com o nariz no chão, para só levantá-lo quando a presa estiver perto e tiver chegado o momento do ataque. Esse cão também é bastante atraído por aromas. Ao sentir cheiro de caça ou, se for macho, de cadela no cio, o Beagle certamente irá atrás.

O Beagle é considerado um cão de porte médio (33 a 40 cm de altura na cernelha), tamanho apreciado por muitos que o definem como nem pequeno e nem grande demais. A raça normalmente apresenta uma combinação de três cores: preto, castanho e branco, mas existem diversas alternativas de cores. Independente da cor, o Beagle tem que apresentar a ponta da cauda branca.

É uma raça bastante dócil, mas que com pequenos animais pode apresentar o seu instinto de caça. O Beagle típico é meigo com as pessoas da casa, pede carinho e gosta de dormir na cama com o dono. É manso com visitas mesmo no primeiro encontro e acostuma aceitar bem outros cães. Possuidor de qualidades como estilo alegre e animado, docilidade e porte médio, a raça conquistou espaço significativo nos lares.

O único problema da raça é que ela não se cansa nunca. O normal para um Beagle é preferir a ação ao repouso. A raça, que está entre as mais ativas, é daquelas que gostam de correr muito, brincar, pular e latir. Dentro de casa, o Beagle deixado sozinho, vai preferir procurar algo para fazer em vez de ficar descansando em um cantinho. Não é um cão para ser deixado sozinho em pequenos espaços e também não é adequado para quem não quer se dedicar muito ao cão. Como o Beagle brinca muito, quando deixado sozinho, procura novidades para fazer e, nessa hora, é bastante provável que desagrade aos donos. Dois Beagles juntos tendem a ser menos destrutivos, pois brincam um com o outro. Animais que vivem em pequenos espaços, devem dispor de uma área onde possam ser soltos e correr bastante. O mínimo é fazer diariamente duas caminhadas em passo acelerado, de uma hora cada.

São cães que gostam de latir em várias situações como brincadeiras, ao ficar sozinho e ao ouvir ruídos. São extremamente gulosos e se os donos não forem rígidos com a sua alimentação, podem se tornar obesos rapidamente. Gostam de crianças, mas todos os cães têm o seu limite de paciência e as crianças precisam saber se comportar, pois o Beagle pode morder para demonstrar que está contrariado.

Texto baseado em artigo da revista Cães e Cia de Fevereiro de 2011

Dra. Vanessa Mollica Caetano Teixeira
Médica veterinária
Especialista em clínica e cirurgia – UFV
Mestre em cirurgia – Unesp